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História dos SMAS de Almada

No dia 2 de janeiro de 2021, os SMAS de Almada comemoraram o 70º aniversário. 
 
Vamos periodicamente atualizando este artigo para dar a conhecer momentos que marcaram a sua história. 
 
Esteja atento!
 

Anos 50

 
 Municipalização dos Serviços de Água
 
São municipalizados os serviços de captação, condução e distribuição de água ao Concelho, publicado na portaria de 30 de Junho de 1950 (D.G., II Série n.º 150) com despacho datado de 26 de Junho.
 
Os Serviços Municipalizados de Água (SMA) iniciam o funcionamento a 2 de Janeiro de 1951.
 
Contam, nesse ano, com 31 trabalhadores, 5615 consumidores e foram elevados 853.718m3 de água, desta apenas 54% é contada e vendida ao preço de 3$75 o m3.
 
Os SMA enfrentam diversas dificuldades nos primeiros anos como a falta de dinheiro para adquirir contadores e a falta de água nos pontos altos da vila de Almada.
 
 
Municipalização dos Serviços de Saneamento
 
Em 1957 a recolha e drenagem de águas residuais domésticas e pluviais é municipalizada e os serviços passam a designar-se Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), no entanto 1958 é o primeiro ano em que os serviços realizam obras de reparação e construção de colectores.
 
Esta municipalização trouxe aos SMAS acrescidas dificuldades financeira.
 
O caminho para solucionar o problema de fornecimento de água passou pela concretização de um projecto de abastecimento de água, em 1957, que irá incluir, entre outros: a conduta adutora de Corroios - Monte de Caparica; a central de Corroios; o depósito do Monte de Caparica, a central da Sobreda e a construção de redes de distribuição. É neste contexto que na década de 50 entram em exploração as estações elevatórias e reservatórios apoiado do Laranjeiro, do Pragal, e da Quinta da Bomba.
 
 
 
 

Anos 60

 
O Abastecimento de Água ao Concelho
 
Em 1962 a Quinta da Bomba passa a património da Câmara Municipal de Almada. Nesse local, situado fora dos limites do Concelho, havia sido  detetado em 1940 um abundante lençol de água de boa qualidade que originou a abertura dos primeiros furos de captação e a construção de condutas elevatórias para o depósito do Laranjeiro e para o Pragal.
 
 
Crescimento Demográfico e Industrial do Concelho
 
Entre 1966 e 1967, com a construção da Ponte sobre o Tejo, o funcionamento da Lisnave, na Margueira, e com o crescente afluxo de pessoas às praias do concelho, Almada regista um notável crescimento populacional e urbanístico, "aspectos que vão contribuir para que estes Serviços, até meados dos anos 60, realizem projectos e obras de abastecimento, prospecção, captações, centrais e reservatórios de água indispensáveis para a satisfação das necessidades criadas." 
 
O Relatório de Contas de 1960, reflete esse ambiente vivido: " efectivamente a vida dos Serviços foi este ano de excepcional labor quer no aspecto funcional quer no das realizações e empreendimentos (...) contribuíram para tal facto dois factores importantes: o grande desenvolvimento da construção urbana, e o afluxo sempre crescente de novas gentes ao concelho de Almada, qual terra prometida (...)".
 
 
Novas Infraestruturas de Abastecimento
 
Além da Quinta da Bomba, em Corroios, passam a integrar o sistema de abastecimento: a estação elevatória situada em Vale de Milhaços, o reservatório elevado do Cristo Rei, a primeira célula dos reservatórios do Lazarim e do Monte de Caparica.
 
Em 1968 realizam-se as obras de construção do reservatório do Feijó, que entraria em exploração na década de 70.