O Saneamento

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O Saneamento



 


O acesso ao saneamento básico é um direito humano fundamental, declarado pela ONU. Conjuntamente com a água, integra um importante “Objetivo de Desenvolvimento Sustentável”, com metas bem definidas. De entre estas, estão da Agenda 2030 - “alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles que estão em situação de vulnerabilidade”.

Instalações sanitárias condignas e adequados sistemas de esgotos, com o seu tratamento, são determinantes para proteger a vida e promover a saúde pública.

Por todo o mundo milhares de pessoas morrem diariamente de doenças motivadas pela falta de saneamento básico, condições de higiene e uso de águas que são contaminadas por esgotos que correm a céu aberto.
 
Alguns números...

  • 4,2 mil milhões de pessoas, em todo o planeta, não têm acesso a saneamento básico (mais de metade da população mundial)
  • 2,4 mil milhões, no mundo, vivem sem acesso a instalações sanitárias
  • ​​​O mundo despeja 80% dos esgotos em rios, lagos e oceanos sem nenhum tratamento
  • 2 milhões de toneladas de dejetos humanos contaminam fontes de água, resulta na propagação de doenças nos países em desenvolvimento
  • Diariamente 7.500 pessoas morrem por falta de saneamento, 5.000 são crianças com menos de 5 anos
  • 83% de alojamentos em Portugal são servidos por sistemas públicos de recolha e tratamento de águas residuais urbanas
  • ​​1.7 milhões m3/dia de águas residuais tratadas no nosso país

​​​​(Fontes: “Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2019”, ONU; “Progress on drinking water, sanitation and hygiene: 2000-2017,Special focus on inequalities”, UNICEF e OMS; ERSAR)

A água depois dos mais diversificados usos ou atividades ligadas à vida humana transforma-se em águas residuais.

Essas contém um conjunto de subtâncias contaminantes, pelo que a sua correta recolha e posterior tratamento são essenciais à prevenção da poluição, proteção da saúde pública e dos recursos hídricos, preservação do meio ambiente e ecossistemas ambientais.

De igual modo os fuxos de água resultante das chuvas, águas pluviais, requerem soluções e estruturas específicas de drenagem -redes, valas hidráulicas e bacias de retenção - que garantem o seu adequado encaminhamento ao meio hídrico, prevenindo cheias e alagamentos e protegendo pessoas e bens.

Assim, identificam-se dois tipos de águas residuais:

  • as águas residuais domésticas
  • as águas residuais pluviais

De ambas se encarregam os Serviços de Saneamento.

As águas consideradas residuais domésticas são "drenadas" (recolhidas) e conduzidas atraves de redes de coletores, até às Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para serem tratadas.

As águas pluviais são "drenadas" ou recolhidas de modo separativo das águas residuais domésticas e encaminhadas ao meio hídrico mais próximo.

Como recolhemos as águas residuais e como as tratamos:


O saneamento de águas residuais, no Concelho de Almada, processa-se por um conjunto de etapas sequenciais, ligadas entre si.

Recolha
Os caudais de águas residuais (esgoto), gerados pelos nossos usos, saem pelas redes de drenagem predial (habitações e edifícios, comércio e indústria) para as redes de drenagem pública de águas residuais dos SMAS.

São milhares de m3 de “águas sujas” com gorduras, partículas alimentares, detergentes, esgotos sanitários e lixos diversos, indevidamente despejados nas canalizações, que escoam em permanência das para o sistema público de redes de coletores.

À saída dos edifícios, e já na via pública, inicia-se a atividade de gestão do saneamento pelos SMAS de Almada.

Drenagem e Transporte
Redes públicas de drenagem, instaladas no subsolo, recebem e encaminham as águas residuais domésticas para tratamento adequado nas ETAR.

As águas da chuva são recolhidas pelas redes públicas de drenagem pluvial, e conduzidas para o Rio Tejo.

São milhares de quilómetros de redes separativas instaladas no subsolo que transportam as águas recolhidas, essencialmente por efeito da gravidade ou com o apoio de Estações Elevatórias de Águas Residuais ou Pluviais, que elevam e encaminham os caudais nas zonas onde a cota de território é mais baixa. Numa destas estações é também assegurada a Telegestão do saneamento.

Tratamento
Às 4 ETAR do município de Almada chega o efluente de águas residuais, que é sujeito a operações e processos sequenciais complexos, que eliminam a matéria poluente. As águas retornam ao rio com níveis de qualidade que protege as espécies que nele habitam e têm contribuído para melhorar as águas do rio Tejo.
Estas Estações de tratamento têm permitido preservar as águas do rio e espécies assim como a frente atlântica de praias da Costa da Caparica, que não recebe águas das ETAR.

Porque e como faturamos o saneamento? Os serviços de saneamento acarretam elevados custos, pela complexidade dos processos e dispendiosas infraestruturas que o asseguram.

A legislação nacional determina que a prestação dos Serviços de Águas deve obedecer aos princípios gerais de: “equilíbrio económico e financeiro dos Serviços (…); repartição equitativa dos custos pelos utilizadores (…), como forma de responder aos encargos respeitantes.

Estes princípios legais são aplicáveis ao Saneamento, tal como ao fornecimento de água. O Regulamento dos SMAS de Almada traduz a aplicação legal no seu artigo 62º - Regime Tarifário.

Assim, na fatura mensal dos SMAS de Almada também é cobrado aos utilizadores finais o saneamento de águas residuais, que se destina a cobrir os custos com as atividades de recolha, drenagem e transporte, elevação, tratamento e descarga/rejeição das águas residuais urbanas, assim como da manutenção e melhorias nas infraestruturas.

A água, por si só, existe em modo circular e é vista como inesgotável no seu ciclo natural. “Cai dos céus” e representa três quartos da superfície terrestre. Torna-se no entanto um recurso escasso quando trazido ao uso humano potável.

A “Economia Circular” nos serviços de abastecimento água e gestão de águas residuais ocupa por isso um papel central, dada a atuação direta sobre o “meio hídrico” e planeta.

Tecnologias e práticas ambientais respondem a uma regulamentação legal exigente e  estudos e projetos de inovação científica e tecnológica, permitem corresponder aos desafios das alterações climáticas e da crescente urbanização.

A transição para a uma economia circular, centra-se em formas de gestão que comporta a redução das quantidades de água a captar, a reutilização, as experimentação de novas tecnologias, a escolha de materiais de longa duração e a sensibilização das equipas.

Nos SMAS de Almada
Os SMAS de Almada, ao serviço das populações, gerem todo um ciclo urbano da água. Têm as “águas como recurso primordial, logo seguido da energia e dos resíduos. A lógica natural é de uma “economia circular” para regeneração e sustentabilidade dos recursos, com medidas concretas implementadas ao nível das áreas de negócio, mas também de suporte.

Em termos de eficiência no uso das águas, estão implementadas soluções de controlo da exploração, consumos e perdas de água potável e de reutilização das águas residuais tratadas em fins compatíveis.

A Telegestão no Sistema de Abastecimento monitoriza e controla online, furos de captação, estações elevatórias de água e reservatórios, saídas para as redes de distribuição.

Sondas nas captações controlam o nível de água no aquífero Tejo-Sado, minimizando os impactos da sua exploração e medidores de caudal contribuem para detetar roturas na rede distribuidora, para atuação célere minimizando perdas de água. Uma estratégia em que o investimento prioriza a renovação das redes e substituição de condutas com maior índice de perdas detetadas.

A implementação das Zonas de Medição e Controlo de Consumos com instalação de equipamento de telemetria nos contadores que, entre outras vantagens, permite atuar na deteção de consumos anormais durante um período alargado, indicador de eventuais roturas/avarias nas rede predial dos clientes.

As ETAR do Município de Almada garantem 100% de tratamento de águas residuais do Concelho e parte desta é reutilizada em fins compatíveis – lavagens, rega, usos no processo. Anualmente são produzidos para reutilização centenas de milhares de m3 de águas residuais tratadas, garantindo uma elevada autossuficiência.

No desempenho energético é assegurada uma gestão sistemática e cuidada dos consumos e emissões de GEE, tanto nos sistemas de abastecimento de água como nos sistemas de águas residuais e pluviais.

  • investiu-se em equipamentos mais eficientes, no sistema de produção e abastecimento de água, nomeadamente com a substituição de grupos eletrobomba de elevação da água para os reservatórios de distribuição de água. É priorizado o consumo nos períodos horários em que a energia é menos dispendiosa;
  • faz-se a medição e avaliação dos consumos de energia de todos os equipamentos, de modo a identificar os que comprometem a eficiência energética e a adotar medidas de gestão da energia;
  • procede-se à substituição da iluminação existente nos Reservatórios para tecnologia LED de elevada eficiência, com uma redução significativa da potência de 2000W para 600W permitindo a mesma intensidade na quantidade de luz, com uma poupança de 70% de energia elétrica;
  • é produzida energia elétrica e térmica, a partir do biogás (cogeração) e de sistema solar fotovoltaico instalado nas Estações de Tratamento de Águas Residuais, com ganhos de auto-suficiência energética de 21% em todo o sistema de tratamento das águas residuais;
  • existem programas de gestão de energia, com otimização da eco-eficiência energética, gestão da fatura energética e monitorização dos indicadores de desempenho energético.
  • a qualificação das equipas é garantida através de ações de formação sobre "Utilização Racional de Energia", no âmbito do plano de racionalização de consumos.

Na gestão e valorização de resíduos os mais significativos resultados de economia circular voltam a ser ao nível das Estações de Tratamento de Águas Residuais, com valorização de subprodutos resultantes do tratamento.

A recolha contínua das lamas das ETAR para armazenamento temporário e compostagem, é assegurada por operador licenciado, permitindo a valorização segura do seu conteúdo, como fertilizante agrícola, e são reutilizadas areias lavadas da ETAR da Mutela.  Os demais resíduos são encaminhados a destino final adequado.

Os resíduos verdes produzidos na manutenção dos espaços verdes dos recintos das Estações Elevatórias e Furos de Captação são também encaminhados para Compostagem. Para garantir o destino ambientalmente mais adequado para este resíduos, o composto produzido é utilizado na fertilização dessas áreas ajardinadas.

No balanço anual geram-se dezenas de milhares de toneladas de lamas e a valorização em compostagem das lamas produzidas nas ETAR do sistema municipal de tratamento de águas residuais.

Nas áreas de suporte operacional os resíduos resultantes de obra são britados e reutilizados em sub-camada na reposição de pavimentos, totalizado . A frota é gradualmente renovada por veículos mais eficientes.

No suporte técnico e administrativo, o papel e cartão gerado é recolhido, em circuito Municipal de recolha e encaminhado para reciclagem. Os resíduos elétricos e eletrónicos seguem para operador licenciado.

A aquisição de equipamentos, materiais e serviços valoriza, em caderno de encargos, entidades que demonstrem ter sistemas de gestão ambiental implementados.

Como habitantes e de um único planeta, somos todos parte interessada e ativa no sucesso da “Economia Circular”.

 

Devido a hábitos incorretos ou por desconhecimento, diariamente são despejados diversos tipos de lixo pelos esgotos domésticos. De igual modo, também nos sistemas de águas pluviais surgem descargas indevidas provenientes das “sarjetas”.

Essas práticas incorretas originam frequentemente maus odores e pragas, avarias e entupimentos nas canalizações de casas e edifícios, redes públicas e também nos equipamentos das ETAR, com custos elevados de reparação, comprometendo o correto escoamento das águas das chuvas.

Alguns desses lixos têm mesmo a capacidade de atravessar todo o processo de drenagem e de tratamento de águas residuais ou pluviais, podendo tornar-se um problema de saúde pública e causar poluição no meio ambiente.

 


 

Não despeje lixo nos ralos, tal como óleos usados, gorduras, molhos e restos de comida. Acondicione e deite no lixo orgânico ou no oleão. Para os cabelos, coloque pequenos acessórios-filtro nos ralos.

 


 

Não deite lixo na Sanita, como cotonetes e algodão, lâminas, cabelos, lenços, fraldas, toalhitas, pensos e outros produtos de higiene descartáveis. Separe num pequeno balde o que pode ser reciclado do lixo indiferenciado.

 

 


 

Entregue nas farmácias Medicamentos e cosméticos com a validade expirada.

 

 


 

Não atire lixo para as ruas ou para as sarjetas, tais como lixos diversos de pequena dimensão, máscaras descartáveis, óleos, restos de desperdícios, lixas, trapos ou parafusos.

 


 

Faça a correta separação e deposição de Lixos por Contentor:

  • Azul – Papel e Cartão Contentor
  • Verde – Vidro Contentor
  • Amarelo – Plástico e Metal
  • Contentor devIndiferenciados – Residuos orgânicos e não recicláveis

Tem ainda uma rede de oleões e depósitos específicos para pilhas. Para eletrodomésticos ou Monos, contacte a recolha da sua junta de freguesia.