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As Alterações Climáticas

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Alterações climáticas
Estamos numa batalha pelas nossas vidas!

A evidência é clara: a principal causa das alterações climáticas é a utilização e o consumo de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão, que libertam dióxido de carbono no ar, fazendo com que o planeta aqueça.

iceberg
 


Nas últimas décadas, assistimos a eventos climáticos extremos cada vez mais comuns, desde chuvas intensas, tempestades, furacões e tornados, e ao mesmo tempo outras regiões estão a enfrentar ondas de calor e secas extremas.

Desde a formação da terra, há 4,5 mil milhões de anos, que o clima se altera de forma natural, graças a erupções vulcânicas, mudanças na órbita da Terra e mudanças nas placas tectónicas da crosta terrestre.

Ao longo da história, o planeta passou por uma série de mudanças climáticas cíclicas, designadamente as eras glaciais. Estas épocas de clima frio receberam o nome de "glaciações" e as épocas mais amenas de "interglaciações". No decurso de cada glaciação podem ainda ocorrer breves períodos de clima mais temperado, e que se designam por "interestádios", uma vez que separam os "estádios" frios que constituem cada glaciação.

Os períodos glaciais e interglaciais são ciclos de aproximadamente 100.000 anos, causados por mudanças na órbita da Terra ao redor do sol. Nos últimos milhares de anos, a Terra esteve num período interglacial caracterizado por uma temperatura constante.

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No entanto, desde a Revolução Industrial de 1800 que a temperatura global aumentou a um ritmo mais elevado. A queima de combustíveis fósseis e a atividade humana tornou-se rapidamente na principal causa das alterações climáticas.

Os Gases com Efeito de Estufa (GEE), naturalmente presentes na atmosfera, são responsáveis por manter o equilíbrio térmico da Terra, evitando que o calor se dissipe para o espaço (efeito de estufa). No entanto, se a concentração dos GEE for demasiado elevada e o calor não se dissipar para a atmosfera na medida correta, existirá um aumento anormal da temperatura média terrestre ou seja, o aquecimento global.

Existe grande consenso científico, nomeadamente entre as Nações Unidas e outras instituições europeias e mundiais de que a atividade humana é a principal causa das mudanças climáticas, com o consequente aquecimento global.

Os ciclos climáticos naturais alteram a temperatura da Terra, mas as mudanças que assistimos acontecem a uma escala e a uma velocidade que os ciclos naturais não conseguem explicar por si próprios. Estes ciclos afetam a temperatura global durante meses ou até anos, mas não os mais de 100 anos que observamos atualmente.

Estima-se que as causas naturais, contribuíram com menos de 0,1°C para o aquecimento total entre 1890 e 2010. Existem vários fatores que afetam as mudanças climáticas, mas as evidências da atividade humana, utilização de combustíveis fósseis e mudança na forma como usamos e pensamos a terra, são a principal e irrefutável causa das mudanças climáticas.

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QUEIMA DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS:

Podemos afirmar que o ponto de viragem, acontece com a revolução industrial, com o setor energético e da indústria, a produzir dióxido de carbono e óxido de azoto, pela queima do carvão, petróleo e gás (em 2020 a temperatura média global atingiu +1,1°C acima dos níveis pré-industriais - século XVIII).

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DESFLORESTAÇÃO:

Essencialmente com o objetivo de transformar florestas em áreas agrícolas, pastagens ou urbanas, a desflorestação diminui a absorção de CO2, pelas florestas.

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AGRICULTURA:

Utilização de fertilizantes químicos agrícolas com o objetivo de acelerar a produção de alimentos para satisfazer as necessidades alimentares da crescente população mundial.

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AGROPECUÁRIA:

As ovelhas e as vacas produzem elevados valores de metano, na digestão alimentar

CO2 ou dióxido de carbono, proveniente da queima de combustíveis fósseis em automóveis, ou fábricas. O CO2 é um dos GEE mais prejudiciais, pois é de longa duração e acumula-se na atmosfera ao longo de séculos.

Metano, proveniente de aterros sanitários, agricultura ou excrementos de gado

Óxido nitroso, proveniente de fertilizantes e refrigerantes.

Com o fenómeno do aquecimento global, causado pela emissão de gases poluentes na atmosfera, as calotas polares estão a derreter a níveis alarmantes.

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As calotas polares são constituídas por camadas de gelo acumuladas sobre a terra firme na zona dos polos que se mantém em estado sólido. essas massas de gelo com milhões de toneladas foram formadas há milhares de anos, e são responsáveis pelo equilíbrio ambiental.

Segundo um levantamento realizado através da observação de satélites por um período de 20 anos e divulgado pela revista científica Science, observou-se um degelo anual de 4.260 mil milhões de toneladas de gelo na Antártida e na Groenlândia. Apenas no século 20, as águas já subiram 25 centímetros, e estima-se que até 2100 devem subir mais 80 centímetros, o suficiente para inundar áreas habitadas por cerca de 118 milhões de pessoas.

Além das inundações, o aumento da quantidade de água nos oceanos provoca uma alteração considerável no clima, que tende a tornar-se mais instável sobretudo por conta da elevação da humidade relativa do ar. A incidência de fenómenos climáticos violentos será também será mais frequente.

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  • Maior frequência de ondas de calor, incêndios florestais e secas em algumas áreas como a região do mediterrâneo, enquanto o norte da Europa está significativamente mais húmido e com inundações de inverno cada vez mais comuns.
  • Maior exposição a ondas de calor nas áreas urbanas

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  • Maior número de inundações ou aumento do nível do mar, em áreas que muitas vezes estão mal equipadas para se adaptarem a estas alterações climáticas.
  • Os países pobres ou em desenvolvimento estão entre os mais afetados, já que os seus habitantes dependem mais do ambiente natural e têm menos recursos para lidar com as alterações climáticas.

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  • As alterações climáticas estão a ter impacto na saúde, quer com um aumento no número de mortes relacionadas com o calor ou com frio, mas também na distribuição de algumas doenças transmitidas através da água.

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  • Elevados custos para a sociedade e a economia, quer devido à destruição de propriedade e infraestrutura por fenómenos climáticos, quer pela deterioração da saúde humana. Entre 1980 e 2011, as inundações afetaram mais de 5,5 milhões de pessoas e causaram perdas económicas diretas de mais de 90 mil milhões de euros. Os setores que dependem fortemente de certas temperaturas e níveis de precipitação, como agricultura, silvicultura, energia e turismo, estão entre os mais afetados.

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  • Existem também riscos para a vida selvagem, já que a rápida mudança climática faz com que muitas espécies de plantas e animais estejam a lutar pela sobrevivência. Muitas espécies terrestres, de água doce e marinhas já se mudaram para novos habitats, e algumas espécies de plantas e animais estarão em maior risco de extinção se as temperaturas médias globais continuarem a subir sem controle.

Citando o Secretário-Geral das Nações Unidas, o Engº António Guterres,

“O MUNDO ESTÁ A ENFRENTAR UMA GRAVE CRISE CLIMÁTICA. A RUTURA DO CLIMA ESTÁ A ACONTECER AGORA E ESTÁ A ACONTECER COM TODOS NÓS. ESTAMOS NUMA BATALHA PELAS NOSSAS VIDAS. MAS É UMA BATALHA QUE AINDA PODEMOS VENCER.”

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As alterações climáticas já ocorreram e afetam todas as regiões, povos e etnias do mundo. Neste momento apenas nos resta adaptarmo-nos e impedir que elas se desenvolvam de forma catastrófica.

Temos de agir, e já!

A escassez de água potável é uma das muitas consequências das alterações climáticas. Em cada ano intensificam-se os períodos de seca e a diminuição dos níveis hídricos, com variações no volume, na sazonalidade e intensidade das chuvas. Ainda assim, o consumo continua a aumentar!

Este é por isso, a breve prazo, um desafio de sobrevivência que nos leva a refletir de que forma cada um de nós pode, no presente e em cada dia, contribuir, para que a água não falte.

A atenção centra-se nos nossos usos diários de água, quer seja na forma e diminuição das quantidades ou ainda na reutilização sempre que possível e, na maioria das vezes, sem grandes mudanças de hábitos, apenas com gestos simples ao nosso alcance.

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ESCOLHA COM CONSCIÊNCIA, E DIMINUA OS “CONSUMOS INVISÍVEIS” DE ÁGUA

Para além dos nossos usos domésticos, sem que muitas vezes nos apercebamos, são consumidores massivos de água os setores de produção de agricultura, pecuária, florestal, a pesca e aquicultura, a indústria e produção de bens.

Não sendo possível eliminarmos o consumo ao ponto zero, a boa prática do consumidor individual como dos setores de atividade consiste em reduzir, reutilizar e reciclar e tão importante como as anteriores, “recircular matérias-primas” para novos processos produtivos.

Veja alguns exemplos de “consumos invisíveis” de água associada à produção de alimentos, vestuário, consumíveis e tecnologia:

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Comprovam-nos a importância de avaliarmos a real necessidade, não desperdiçarmos, escolhermos alimentos fresco da estação e de produção local e diminuirmos os consumos.

ADOTE AINDA ESTAS SUGESTÕES:

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  • A produção de combustível consome água e aumenta a emissão de gases com efeito de Estufa (GEEs). Abandone o uso individual do veículo. Para pequenas distâncias desloque-se a pé, se não for possível, privilegie o uso de transportes públicos coletivos.
  • No seu edifício opte pelas escadas, pela saúde e poupança de energia.

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  • Escolha eletrodomésticos de classe energética igual ou superior a A++, e nas ausências prolongadas de casa, desligue-os do interruptor em vez de manter em stand by.
  • Controle de forma natural a temperatura de casa, explore de modo inteligente a entrada da luz solar, o uso das janelas e estores. Para arrefecer feche-os nas horas de maior calor, para aquecer abra.

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  • Embeleze o seu “jardim” apenas com espécies naturais da região (autóctones). Cubra os seus vasos e canteiros com casca de pinheiro que embeleza, protege de pragas e retém a humidade na terra, diminuindo a necessidade de rega.

Atualizado em: 23-10-2023