Avisos

  • 24-03-2017

    Dia 29 de março (quarta-feira), das 9h às 11h

  • 24-03-2017

    Dia 28 de março (terça-feira), das 9h às 12h

  • 16-03-2017

    O início dos trabalhos está previsto para dia 20 de Março (segunda-feira) e a intervenção tem a duração de 120 dias.

  • 19-01-2017

    Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada informam que o planeamento para a execução da obra de renovação das redes de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais na Av. Rainha D. Leonor e na rua Luís de Queirós, teve que sofrer alterações, por motivos técnicos e que determinaram um atraso no início dos trabalhos. Neste âmbito, no sentido de manter esclarecidos todos os munícipes locais e que possam ser afetados de alguma maneira, informamos que a obra, já se encontra a decorrer.

  • 20-03-2015

    Os SMAS de Almada informam, que alguns indivíduos, fazendo-se passar por técnicos de análises, têm contactado as pessoas numa tentativa de efetuar análises à qualidade da água nas casas dos consumidores, pondo em causa a qualidade da água distribuída no Concelho.

  • 20-02-2015

    No ano de 2002, todas as cauções foram devolvidas aos clientes.

LINHAS DIRETAS

Apoio ao Cliente
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24 Horas

Avaliação da Qualidade Ambiental

Ao longo dos seus anos de funcionamento, os resultados de eficiência da ETAR da Quinta da Bomba, obtidos a partir do controlo analítico do processo foram complementados pelos sinais evidentes de melhoria da qualidade das águas e do ar na zona de Miratejo. Os odores anteriormente associados à maré-baixa deixaram de se sentir; a exploração dos viveiros ali instalados passou a detetar maiores concentrações de oxigénio dissolvido na água do esteiro, permitindo reduzir o tempo de funcionamento dos arejadores dos seus tanques e, assim, o consumo energético; nas praias fluviais ocorre gradualmente o branqueamento da areia, onde anteriormente havia lodo; tem-se verificado um aumento do número de espécies piscícolas, segundo o relato dos pescadores da zona; são hoje vulgarmente observadas espécies de avifauna, como por exemplo o pato real e o flamingo, que anteriormente não se aproximavam das margens do esteiro de Corroios.

Com o propósito de avaliar o efeito da entrada em funcionamento das ETAR da Mutela e do Portinho da Costa no meio recetor estuarino, em outubro de 2001 foi iniciada a caraterização e monitorização das comunidades biológicas da frente ribeirinha do Concelho de Almada. Este trabalho realizado no âmbito dos estudos de avaliação do património natural desenvolvidos pelo Departamento de Estratégia e Gestão Ambiental Sustentável da Câmara Municipal de Almada (CMA), resultou de uma parceria entre a CMA, os SMAS de Almada e o Instituto de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Devido à sua íntima associação com o substrato, ao razoável sedentarismo que exibem e ao fato de apresentarem genericamente ciclos de vida relativamente curtos, as espécies que constituem as comunidades bentónicas, e os macroinvertebrados em particular, respondem de forma direta e bastante rápida mesmo a pequenas alterações no meio aquático. Além disso, por englobarem maioritariamente organismos que se encontram nos níveis inferiores das cadeias alimentares, as modificações que experimentam acabam por ter claras repercussões nos estados tróficos superiores, nomeadamente na generalidade dos cefalópodes, crustáceos decápodes e peixes.

Os dados finais do estudo resultantes da primeira fase (período de monitorização pré-operacional) representam de forma fidedigna o estado de conservação das comunidades biológicas presentes nas zonas da Mutela, Porto do Buxo e Portinho da Costa, constituindo assim uma caraterização da situação de referência imprescindível para acompanhar com rigor o evoluir da situação nos vários locais.

Com a entrada em funcionamento das duas novas infraestruturas e tendo por base aqueles elementos, iniciou-se, no Inverno de 2004, a primeira série anual da segunda fase dos trabalhos para acompanhamento e avaliação do estado de conservação dessas comunidades (período de monitorização operacional).

As expetativas são de que, na Mutela e no Porto do Buxo (anterior local de descarga dos efluentes não tratados da bacia da Costa-Trafaria), a redução do volume de matéria orgânica proveniente dos efluentes sem tratamento, permita uma melhoria significativa das comunidades bentónicas da sua envolvente, bem como acompanhar a resiliência do sistema estuarino ao funcionamento do emissário da ETAR do Portinho da Costa.